COMUNICAR EM PROTEÇÃO CIVIL
Índice
A arte de incutir e valorizar
Todo o palestrante, orador, informador, comunicador precisa de arte e engenho para chegar ao seu público-alvo, em proteção civil. Em Proteção Civil, o caso é ainda mais relevante, pois existem díspares comunicações onde de forma concreta se transmite conteúdo preventivo ou de ação. Nesta forma de chegarmos a mais pessoas, deve-se elaborar uma contextualização do que vamos comunicar (passar ao cidadão comum), do que incutir (aos que nos escutam mais atentamente) e do que valorizar (trabalho conseguido), poderá ser a chave do sucesso nas missões de proteção civil Proteção Civil onde a Proteção Civil Municipal esteja representada. Saber comunicar em Proteção Civil é essencial para transmitir informações críticas, coordenar ações de emergência e manter o público informado e seguro durante situações de crise. A comunicação eficaz ajuda a minimizar o pânico, a promover a colaboração entre instituições e a garantir que as pessoas saibam como agir adequadamente em casos de desastres naturais, acidentes ou outras emergências.
INFORMAÇÃO E SENSIBILIZAÇÃO PÚBLICA
A informação e a sensibilização pública desempenham papéis cruciais em Proteção Civil, sendo que através da informação, as pessoas podem conhecer os potenciais riscos na sua área e aprender a preparar-se para possíveis desastres, incluindo como montar um kit de emergência e criar um plano de emergência familiar. O conhecimento prévio sobre os procedimentos de segurança e ações a serem tomadas durante uma emergência podem acelerar a resposta das pessoas, reduzindo o pânico e melhorando a eficácia das medidas tomadas, pelo que neste campo a sensibilização pública promove a colaboração entre os cidadãos e as autoridades de Proteção Civil. Isso leva a uma coordenação mais fluida durante uma emergência e permite que todos trabalhem em conjunto para lidar com a situação. Quando as pessoas estão cientes dos riscos e das medidas preventivas, podem adotar comportamentos mais seguros e tomar precauções para minimizar a probabilidade de desastres, a sensibilização pública fortalece a resiliência das comunidades, pois os concidadãos tornam-se mais conscientes e capacitados para lidar com adversidades e recuperarem-se mais rapidamente. A informação ajuda as pessoas a tomarem decisões informadas e baseadas em factos durante emergências, permitindo-lhes escolher a ação mais adequada para sua segurança, a. A cultura de segurança deve ser promovida através da constante sensibilização pública e as pessoas devem tornar-se mais atentas aos riscos ao seu redor, adotando um comportamento seguro no seu dia-a-dia.
Quando as informações são transmitidas de maneira clara e transparente, as autoridades ganham a confiança do público. Isso facilita a cooperação e a adesão às orientações dadas durante emergências, incentivando a participação do público em exercícios de treino, simulacros e outras atividades que visem melhorar a preparação e a resposta. Através da informação, as pessoas podem entender melhor os riscos específicos da sua área territorial e tomar medidas preventivas para minimizar os danos. Em resumo, a informação e a sensibilização pública são elementos fundamentais para criar comunidades seguras, bem preparadas e capazes de lidar com emergências e desastres de forma eficaz.
COMUNICAÇÃO EM CENÁRIOS DE CATÁSTROFE
A comunicação em cenários de catástrofe é uma aptidão crucial que exige sensibilidade, rapidez e precisão. Olhando para aquilo que é exigido num cenário desses deve existir “arte” em comunicar, com base em:
- Agilidade e Rapidez: A comunicação precisa ser instantânea e ágil, pois cada minuto conta. Utilizar canais de comunicação rápidos, como redes sociais, mensagens de texto e alertas de emergência, para transmitir informações atualizadas o mais rapidamente possível.
- Clareza e Simplicidade: Usar linguagem simples e direta para transmitir informações complexas. Evitar chavões técnicos que possam confundir ou assustar o público.
- Fontes Credíveis: Apoiar-se em fontes oficiais e confiáveis para garantir a precisão das informações. Evitar espalhar rumores ou informações não verificadas.
- Mensagens de Ação: Fornecer instruções claras e específicas sobre o que as pessoas podem e devem fazer. Isso pode incluir orientações sobre evacuação, abrigo, primeiros -socorros e outros procedimentos de segurança.
- Empatia e Calma: Demonstrar empatia pelas pessoas afetadas e transmitir uma sensação de calma, mesmo em situações caóticas. Isso ajuda a reduzir o pânico e a ansiedade.
- Informações Essenciais: Concentre-se nas informações essenciais, como a natureza da ocorrência, áreas afetadas, medidas de segurança e locais de abrigo.
- Atualizações Constantes: Manter o público/população informada com atualizações regulares à medida que novas informações estiverem disponíveis. Isso ajuda a manter a confiança e a minimizar a incerteza.
- Canais de Comunicação Diversificados: Utilizar uma variedade de canais de comunicação para alcançar o maior público possível. Isso inclui órgãos de comunicação locais e nacionais.
- Coordenação com Instituições: Trabalhar em estreita colaboração com os Agentes de Proteção Civil para garantir que as informações estejam alinhadas e consistentes.
- Feedback e Respostas: Estar disponível para responder a perguntas e fornecer informações adicionais. Isso ajuda a manter a confiança da população e a evita especulações não fundamentadas.
- Avaliação e Aprendizagem: Após a catástrofe, avaliar como a comunicação foi conduzida e identificar as áreas de melhoria para futuras situações.
A comunicação eficaz em cenários de catástrofe é uma combinação de empatia, agilidade, precisão e coordenação. Ela desempenha um papel vital na gestão da crise e na segurança da população.
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Criado por André Morais

