Todos gostamos de uma boa história
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Ouvimos histórias quase desde que nascemos. Antes de sabermos ler, antes de dominarmos conceitos abstratos, já somos expostos a narrativas: aos contos infantis que nos leem no berço, aos episódios familiares que despertam a nossa atenção, aos relatos do quotidiano que nos abrem as portas do mundo.

Não se trata apenas de gostar de boas histórias. As narrativas colocam uma questão mais profunda sobre a forma como o nosso cérebro funciona. Elas constituem o modo privilegiado através do qual organizamos a experiência. Assim, a questão relevante não é apenas cultural, mas também cognitiva e emocional. Recordamos com mais facilidade os acontecimentos quando estão estruturados numa narrativa e quando nos envolvem afetivamente.

Em contexto profissional, este facto tem consequências diretas. Podemos ser mais eficazes se soubermos transformar informações dispersas em histórias bem estruturadas. Não é um simples recurso estético literário, mas uma estratégia alinhada com cognição, emoção e memória.

Talvez por isso, o storytelling não seja apenas uma técnica de comunicação, mas uma manifestação estruturante da forma como pensamos e damos sentido ao mundo.

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